Agricultura Urbana: Repensando os espaços em São Paulo

O sócio fundador da Fazu, uma fazenda urbana em São Paulo, estava sobrevoando a metrópole de mais de 12 milhões de pessoas quando percebeu o quanto os espaços cinzentos não utilizados dominavam a paisagem de cima. Um pensamento o prendeu: “Por que não usar hidroponia para colorir os telhados e lajes da cidade e, ao mesmo tempo, levar produtos mais saudáveis ​​e frescos para a população?”

A missão de Fazu é mudar a forma como as folhas verdes são produzidas e consumidas no Brasil. Gabriel Cano, cofundador e CEO da Fazu, nos diz: “A forma convencional de distribuição de vegetais é a mesma há muito tempo. Ou seja, a produção rural vai para locais marginais perto das grandes cidades e os abastece com alimentos ”. Fazu acredita que existem maneiras mais criativas e eficientes de lidar com esse problema. “Nosso objetivo é repensar a cadeia de vegetais e trazer alimentos verdadeiramente saudáveis ​​e frescos que não degradem o meio ambiente por um preço democrático para clientes regulares e restaurantes”, diz Cano.

Agricultura Urbana no Brasil
A agricultura urbana ganhou popularidade no Brasil nos últimos anos, mas o mercado ainda é muito nicho e os preços de mercado ainda são muito altos, tornando difícil para consumidores e restaurantes comprar esses produtos cultivados localmente. Muitas cidades brasileiras também enfrentaram problemas com a distribuição de alimentos. Dos produtores aos consumidores, existem dois caminhos principais para a distribuição de alimentos. Os produtores vendem direto para grandes varejistas ou para a feira livre de hortaliças de São Paulo, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP). No entanto, a perda de alimentos ocorre ao longo de cada caminho. Se um produto não for vendido nas prateleiras do varejista em 2 a 3 dias, ele será descartado. No CEAGESP, a perda de alimentos ocorre principalmente devido ao manuseio e logística inadequados, tanto no mercado quanto pelo usuário final – geralmente restaurantes ou varejistas.

Este post tem um comentário

  1. Mark

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